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13/08/2020 ás 18h41

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Paulo Flores

Bahia-Brasil / BA

Especialistas investigam suspeita de reinfecção após nutricionista ter diagnóstico de Covid-19 por duas vezes no sul da Bahia
Primeiro diagnóstico de Sócrates Lima foi em 21 de abril e segundo em 21 de julho. Coordenação médica acha chance de reinfecção pequena, mas não descarta possibilidade.
Especialistas investigam suspeita de reinfecção após nutricionista ter diagnóstico de Covid-19 por duas vezes no sul da Bahia
Covid-19: Nutricionista relata que testou positivo duas vezes em três meses

Um nutricionista que mora na cidade de Ilhéus, no sul da Bahia, foi diagnosticado duas vezes com a Covid-19, em um período de três meses. Especialistas em infectologia investigam o caso de suspeita de reinfecção e, sendo confirmado, este seria o primeiro caso de reinfecção na Bahia.

O primeiro diagnóstico de Sócrates Lima foi no dia 21 de abril, quando ele teve febre e dores no corpo. Já o segundo foi em 21 de julho, quando o nutricionista também apresentou uma alteração no pulmão.

“Quando você pensa que acabou, que não vai ter mais, que já está imune, você recebe uma notícia que você está realmente, novamente com o vírus”, disse Sócrates Lima.

    “Eu tive cinco dias de febre, onde a febre não baixava, era 39. Poderia ser uma dengue, porque a gente está nesse período de dengue, H1N1, chikungunya, e foi quando a minha esposa também sentiu sintomas, perdeu o paladar e o olfato e despertou que poderia ser o Covid-19 novamente”, contou.

Nas duas vezes, o nutricionista fez o exame de reação em cadeia da polimerase, o PCR ou Swab, que analisa o DNA viral através da secreção do nariz ou da garganta. É considerado por especialistas o exame de referência, padrão ouro.
Além dele existem mais dois tipos de exames que dão ou não o diagnóstico de infecção por coronavírus. O rápido, que em 15 minutos acusa positivo ou negativo, e o sorológico que analisa o comportamento dos anticorpos que combatem o vírus. Entenda as diferenças entre os tipos de teste.

O nutricionista Sócrates Lima informou que foi orientado a fazer um exame sorológico em 30 dias.

“Solicitaram que daqui a 30 dias eu faça uma sorologia para ver como está meu IGM e IGG. Se eu ainda estou com o vírus no corpo, se eu já criei anticorpos para o vírus para, depois de 30 dias, eles começarem a estudar o que vai acontecer com as pessoas que estão apresentando esses sintomas, porque para eles ainda não tinham ninguém. Eu fui o primeiro", contou.

Probabilidade de reinfecção

O coordenador médico da Secretaria de Saúde de Ilhéus, André Cezário, que coordena também o Comitê Covid-19, que investiga a situação de Sócrates Lima, informou ao G1 que existem várias possibilidades para um novo exame positivo, e que, apesar da chance de reinfecção ser pequena, ela ainda não foi descartada.

"A gente está investigando, porque tem várias possibilidades de dar o exame positivo, mas não necessariamente sendo reinfecção. A gente acredita pouco nessa questão da reinfecção, explicou André Cezário.

    "Pode ser reação cruzada com outros tipos de vírus. Tem uma série de hipóteses levantadas e é preciso investigar muito bem, até lançar isso como uma suspeita forte, porque mudaria todo o pensamento em torno do vírus, porque, geralmente, qualquer tipo de vírus, quando se tem o primeiro contato, não se reinfecta pelo mesmo vírus", disse André Cezário.

O infectologista Fernando Romero explica que muitas coisas podem ter acontecido, inclusive a possibilidade de uma informação cruzada. O nutricionista pode ter sido contaminado por um vírus e o teste acusou outro.

“Em alguns casos, lógico que a gente não pode generalizar, mas tem alguns casos que podem ter uma reação cruzada dos exames. Por exemplo, com dengue ou algum outro tipo de vírus. Pode dar positivo, mas não ser necessariamente o Covid-19. Pode ser um outro tipo de coronavírus, porque tem coronavírus que causa virose, diarreia, que ele pode dar uma reação cruzada também com a Covid-19", explicou.

De acordo com o infectologista, casos de reinfecção são raros. Ainda não há comprovação de que pessoas infectadas tenham criado imunidade.

    “Existe uma chance bem menor da possibilidade da reinfecção, que não é comum, não é o que a gente está vendo no dia a dia, mas já existem relatos de reinfecção, principalmente depois de três meses depois que a pessoa teve a doença”, disse Fernando Romero.

FONTE: G1 Bahia

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