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Saúde

10/09/2021 ás 12h08 - atualizada em 10/09/2021 ás 12h09

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Paulo Flores

Bahia / BA

Bahia: Chega a 18 nº de notificações para 'doença da urina preta' ; país tem 91 suspeitas
Os casos foram identificados em Salvador, Alagoinhas, Simões Filho, Mata de São João e Maraú.
Bahia: Chega a 18 nº de notificações para 'doença da urina preta' ; país tem 91 suspeitas
Foto: Jade Coelho/Bahia Notícias

Subiu para 18 o número de casos notificados da doença de Haff, conhecida como “doença misteriosa da urina preta”, na Bahia neste ano. Desse total, 13 já foram confirmados. Os casos foram identificados em Salvador, Alagoinhas, Simões Filho, Mata de São João e Maraú. Em 23 de agosto, segundo a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) haviam sido notificadas oito ocorrências da doença de Haff nesses municípios e dois casos já haviam sido descartados. Além disso, seis estavam em processo de investigação (lembre aqui).


Os dados constam em reportagem do Estadão, que traz ainda a informação de que além da Bahia, Ceará, Pará e Amazonas vem monitorando 91 suspeitas. Nesta quinta-feira (9), o Amazonas identificou seis novos casos. Duas mortes ocorridas nos estados do Norte também estão sob investigação.


A doença causa rigidez muscular súbita, dor muscular, torácica, dificuldade para respirar, dormência e perda de força no corpo e deixa a urina escura.  A condição também pode evoluir com insuficiência renal e, se não tratada, levar a morte.


À reportagem, o Ministério da Saúde informou por meio de nota que há o registro de 61 infectados no Amazonas e que aguarda a confirmação de outros 22 "compatíveis com a doença em outras seis unidades federadas.” A pasta deu mais detalhes e não informou quais outros estados estão em alerta e se há um protocolo sanitário padrão nas diferentes regiões.


A diretora de Vigilância Epidemiológica da Bahia, Eleuzina Falcão, afirmou em entrevista ao jornal que considera a situação controlada no estado. “As vigilâncias Epidemiológica, Sanitária e Ambiental acompanham as notificações nos municípios”, disse. Ela ainda acrescentou que o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-BA) examina pescados, junto com o pesquisador da Universidade Federal de Santa Catarina. De acordo com a reportagem, não há previsão para os primeiros resultados.


No ano passado o registro de casos acendeu um alerta na Secretaria da Saúde do estado (Sesab). Em novembro a pasta chegou a emitir um alerta direcionado a profissionais de saúde do estado para a ocorrência de casos de Haff. Uma nota técnica com informações sobre a doença, sintomas, possíveis causas e os casos já registrados foi publicada no site da pasta (leia mais aqui).

FONTE: bahianoticias

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