Segunda, 21 de janeiro de 2019
77 99111-1342
Saúde

01/10/2018 ás 07h34

93

Paulo Flores

Licinio de Almeida / BA

O Brasil pode perder o certificado de eliminação do sarampo
Dados do Ministério da Saúde mostram que, até 24 de setembro, foram confirmados 1.766 casos de sarampo, dos quais 1.367 no Amazonas e 325 em Roraima.
O Brasil pode perder o certificado de eliminação do sarampo
Foto reprodução

O Brasil tem até fevereiro de 2019 para reverter os surtos de sarampo registrados em diversas áreas do País – sob pena de perder o certificado de eliminação da doença, concedido pela Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) em 2016. O alerta foi feito pela assessora regional de Imunizações da entidade, Lúcia Helena de Oliveira, durante a 20ª Jornada Nacional de Imunizações, no Rio de Janeiro. Dados do Ministério da Saúde mostram que, até 24 de setembro, foram confirmados 1.766 casos de sarampo, dos quais 1.367 no Amazonas e 325 em Roraima.

Há ainda, segundo a pasta, quase 8 mil casos em investigação em ambos os Estados, além de casos isolados em São Paulo (3), no Rio de Janeiro (18), no Rio Grande do Sul (29), em Rondônia (2), em Pernambuco (4), no Pará (14) e em Sergipe (4). Lúcia Helena de Oliveira lembrou que a Venezuela, de onde veio a cepa de sarampo identificada no Brasil, perdeu seu certificado de eliminação em junho deste ano.

Contra o tempo

O critério adotado pela Opas para conferir transmissão sustentada é que o surto se mantenha por um período superior a 12 meses. As autoridades sanitárias brasileiras, portanto, correm contra o tempo, já que os primeiros casos da doença no Norte do País foram identificados no início do ano.

“Sabemos que os casos no Brasil são de importação, lamentavelmente, pelas condições de saúde em que vive a Venezuela. Mas só estamos tendo casos de sarampo no Brasil porque não tínhamos cobertura de vacinação adequada. Se tivéssemos, esses casos viriam até aqui e não produziriam nenhum tipo de surto”, destacou a assessora da Opas.

Atualmente cerca de 4,4 mil municípios atingiram a meta de vacinação estipulada por meio de campanha, o que representa que aproximadamente 1,3 mil cidades permanecem com coberturas vacinais que deixam a desejar. “As importações continuarão sendo uma ameaça permanente. A única forma de evitar a disseminação do vírus é obtendo coberturas vacinais acima de 95% em todos os municípios – não somente em nível de País”, ressaltou Lúcia Helena Oliveira.


Casos no continente americano


O número de casos confirmados de sarampo no continente americano subiu de 5.004 para 6.629 entre 21 de agosto e 21 de setembro – representando um aumento de 32% -, indica boletim epidemiológico emitido pela OMS (Organização Mundial da Saúde). O país com maior incidência é a Venezuela, com 4.605 (69,4%) pacientes diagnosticados. Em seguida vem Brasil, com 1.766 (26,6%), segundo o último boletim do Ministério da Saúde.

Outros países da lista incluem Estados Unidos (124 casos), Colômbia (85), Canadá (22), Peru (21), Equador (19), Argentina (11), México (5), Antígua e Barbuda (1) e Guatemala (1). No período da análise, Brasil e Venezuela registraram 72 mortes em decorrência da doença – dez em território brasileiro.

A OMS aconselha que, em países onde há surto, seja feita a ampliação da cobertura vacinal da população, além de medidas preventivas contra a transmissão nosocomial, que ocorre quando o paciente adquire a doença durante o período em que esteve em uma unidade de saúde. Para evitar a contaminação, a organização pede que os gestores isolem as pessoas com sarampo em salas específicas.

FONTE: girodanoticia

O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos o direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas. A qualquer tempo, poderemos cancelar o sistema de comentários sem necessidade de nenhum aviso prévio aos usuários e/ou a terceiros.
Comentários

0 comentários

Veja também
Facebook
© Copyright 2019 :: Todos os direitos reservados