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Política

09/01/2019 ás 07h54

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Licinio de Almeida / BA

Governo Bolsonaro aloca deputados não reeleitos no segundo escalão
Pelo menos nove deputados e ex-deputados que não se elegeram nas eleições de 2018 foram indicados para cargos no segundo escalão do governo Jair Bolsonaro (PSL).
Governo Bolsonaro aloca deputados não reeleitos no segundo escalão
O presidente Jair Bolsonaro (centro) participa de reunião com ministros do governo Imagem: Alan Santos/Agência Brasil

Eles vão trabalhar nos ministérios, subordinados diretamente aos chefes das pastas. Entre os parlamentares há políticos de seis partidos: PSDB, MDB, PRB, PSL, Podemos e PSD.

Além do PSL, partido de Bolsonaro, apenas o PR declarou apoio formal ao governo, mas algumas das principais legendas no Congresso Nacional prometeram apoiar algumas das principais reformas prometidas por Bolsonaro, como a da Previdência. Foi isso que fizeram PSDB, Podemos e PSD. O DEM e o PTB ainda estudam se vão integrar a base do governo.

Único partido até o momento a declarar que vai integrar oficialmente a base do governo, o PR não teve até o momento nomes no segundo escalão dos ministérios. O partido afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não fez indicações políticas ao governo.

Bolsonaro tem afirmado que a escolha dos indicados para os cargos no governo é técnica e que sua gestão pôs fim à prática de trocar nomeações por apoio das bancadas dos partidos no Congresso.Veja quem foram os indicados para ocupar cargos no segundo escalão dos ministérios.
Casa Civil

Na Casa Civil, o ministro Onyx Lorenzoni (DEM-RS), ele mesmo deputado federal reeleito, escolheu dois colegas de Câmara dos Deputados para trabalhar na articulação com o Congresso Nacional.

O deputado Leonardo Quintão (MDB-MG) vai assumir a Subchefia de Assuntos Parlamentares e o deputado Carlos Manato (PSL-ES) será secretário especial da Casa Civil para a Câmara dos Deputados.

Manato concorreu ao governo do Espírito Santo e terminou em segundo lugar, com 27,22% dos votos. Quintão disputou mais um mandato na Câmara, mas não conseguiu a reeleição.


31.mar.2015 - Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados


O deputado Leonardo Quintão (MDB-MG) será assessor da Casa Civil Imagem: 31.mar.2015 - Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados


Ciência e Tecnologia

No Ministério de Ciência e Tecnologia, o ministro Marcos Pontes nomeou o ex-deputado federal Júlio Semeghini (PSDB-SP) para secretário-executivo da pasta, segundo cargo na estrutura do ministério. Semeghini também foi secretário nos governos tucanos de Geraldo Alckmin e João Doria, no estado e na prefeitura de São Paulo respectivamente. O ex-deputado não se candidatou nas últimas eleições.
Direitos Humanos

A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, anunciou dois deputados federais que não se reelegeram para integrar a equipe do ministério.

O deputado Antônio Jácome (Pode-RN), que se candidatou sem sucesso ao Senado, será o número dois da pasta, ocupando a secretaria-executiva do ministério.

A deputada Tia Eron (PRB-BA) será a secretária nacional de Políticas para as Mulheres. Ela não conseguiu a reeleição para a Câmara.


14.jun.2016 - Pedro Ladeira/Folhapress


A deputada Tia Eron (PRB-BA) participa de comissão da Câmara Imagem: 14.jun.2016 - Pedro Ladeira/Folhapress


Eron e Jácome ainda não foram nomeados para os cargos. Nesta terça-feira (8), o Ministério dos Direitos Humanos informou que não poderia confirmar a nomeação dos deputados. A equipe do segundo escalão foi anunciada pela ministra Damares Alves na cerimônia de posse no cargo.
Cidadania

Os deputados federais Lelo Coimbra (MDB-ES) e Floriano Pesaro (PSBD-SP) vão comandar secretarias do recém-criado Ministério da Cidadania.

Coimbra será responsável pela Secretaria Especial de Desenvolvimento Social, departamento que cuida do programa Bolsa Família, e Pesaro vai chefiar a Secretaria Nacional de Assistência Social. Além de deputado federal, Pesaro foi secretário Estadual de Desenvolvimento Social do governo Alckmin, em São Paulo.

Coimbra e Pesaro disputaram a última eleição, mas não conseguiram se reeleger.

O Ministério da Cidadania é chefiado pelo deputado federal Osmar Terra (MDB-RS), que conseguiu se reeleger nas eleições de outubro.
Economia

Relator da Reforma Trabalhista aprovada no governo Michel Temer (MDB), o deputado Rogério Marinho (PSDB-RN) vai comandar a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, do Ministério da Economia. O deputado não conseguiu se reeleger.

O Ministério da Economia, chefiado pelo economista Paulo Guedes, foi criado no governo Bolsonaro para absorver atribuições antes dispersas nas pastas da Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio Exterior, além de algumas funções do Ministério do Trabalho, que foi extinto.


Agência Brasil


O deputado Rogério Marinho (PSDB-RN) foi relator da reforma trabalhista Imagem: Agência Brasil


Agricultura

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, escolheu como número dois do ministério o deputado federal Marcos Montes (PSD-MG).

Assim como Cristina, que é deputada federal pelo DEM do Mato Grosso do Sul, Montes é uma liderança do setor rural e já foi presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária.

Montes foi candidato a vice-governador de Minas Gerais na chapa liderada pelo senador Antonio Anastasia (PSDB). Eles foram derrotados no segundo turno pela chapa do governador Romeu Zema (Novo).

A ministra conseguiu a reeleição para mais um mandato na Câmara.

No primeiro escalão, Bolsonaro tem como ministros três deputados federais do DEM --Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Tereza Cristina (Agricultura) e Luiz Henrique Mandetta (Saúde) --, três do PSL --Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral da Presidência), Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) e Marcelo Álvaro Antônio (Turismo)--, um do MDB --Osmar Terra (Cidadania)-- e um do Novo --Ricardo Salles (Meio Ambiente).

FONTE: UOL

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