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Licinio de Almeida / BA

Caculé: Em desabafo nas redes sociais, funcionário público acusa prefeito de perseguição política
Amauri é funcionário público municipal concursado há 22 anos e no texto ele justifica que a publicação foi feita após o prefeito ter o remanejado de um setor para outro sem “nenhuma justificativa plausível”.
Caculé: Em desabafo nas redes sociais, funcionário público acusa prefeito de perseguição política
Foto: Divulgação

Em uma publicação feita na noite terça-feira (08) em seu perfil nas redes sociais, o caculeense Amauri Alves Costa (Mau) acusa o prefeito José Roberto Neves (DEM) por perseguição política.

Amauri é funcionário público municipal concursado há 22 anos e no texto ele justifica que a publicação foi feita após o prefeito ter o remanejado de um setor para outro sem “nenhuma justificativa plausível”.

Amauri ressalta que durante 10 anos como servidor público trabalhou como funcionário cedido pela prefeitura para a Embasa – Empresa Baiana de Águas e Saneamento, como operador de sistema. “Após esse período, por ter votado em grupo político adversário do prefeito eleito na época, fui remanejado para um cargo onde, modéstia à parte, não condizia com o meu nível cultural, pois sempre tive, graças a Deus, uma boa formação escolar”. Relata Amauri se referindo à função de porteiro das quadras de esportes. “Nesse cargo, para o qual fui remanejado por perseguição política, além de trabalhar como porteiro da quadra de esportes, eu tinha que lavar os coletes utilizados pelos jogadores de futebol.” Relembra.



Amauri, juntamente com colegar de trabalho, em ação desenvolvida pela Secretaria de Desenvolvimento, Agricultura e Meio Ambiente. Foto: Divulgação


Amauri conta que, devido a perseguição política que julgava estar sofrendo, pediu licença não remunerada e voltou a trabalhar na Embasa como funcionário terceirizado. “Após completar o período de licença, permitido por lei, resolvi tentar um acordo com o então prefeito José Luciano, para que eu voltasse a ocupar um cargo condizente com a minha capacidade intelectual.” Explica Amauri que a partir daí passou a trabalhar como técnico na Secretaria de Desenvolvimento, Agricultura e Meio Ambiente, função que exerceu até ser novamente remanejado para a Divisão de Esportes e Recreação.

“Quero deixar claro que, o único motivo que me parece ter levado o prefeito a tomar tal decisão, com relação a mim, foram as minhas postagens de cunho político, onde, exercendo o meu direito de cidadão e de eleitor consciente, fiz duras críticas, nas redes sociais, ao presidente eleito, Jair Bolsonaro. Acredito que essa minha posição tenha incomodado algumas pessoas, a Casa Grande mesmo, inclusive o prefeito Maradona, que se valeu de uma atitude tão irresponsável, forma de represália e de retaliação contra mim e, talvez, pensando também em atingir outras pessoas da minha família, por terem pensamentos e posições políticas divergentes das suas.
Espero um dia vir a conhecer o real motivo de tal perseguição.” Finaliza o texto.

Amauri é primo do deputado federal Waldenor Pereira (PT) e boa parte da sua família em Caculé sempre apoiou o grupo de oposição ao atual gestor. O Informe Cidade entrou em contato com a Assessoria de Comunicação do Governo de Caculé, mas não conseguiu saber o posição do prefeito quanto a postagem do funcionário.

FONTE: informecidade.com

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