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17/03/2019 ás 08h50

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Paulo Flores

Licinio de Almeida / BA

Facebook diz que removeu 1,5 milhão de vídeos do ataque na Nova Zelândia
Número de mortos subiu para 50 neste sábado (16). Entre as vítimas estão homens, mulheres e crianças.
Facebook diz que removeu 1,5 milhão de vídeos do ataque na Nova Zelândia
Policiais vasculham área perto da mesquita Masjid Al Noor, em Christchurch, na Nova Zelândia. — Foto: Mark Baker/AP Photo


O Facebook divulgou neste domingo (17) que nas primeiras 24 horas após os ataques às mesquitas que deixaram 50 mortos na Nova Zelândia removeu 1,5 milhão de vídeos em todo o mundo que mostravam a ação do assassino. Ainda de acordo com a empresa, 1,2 milhão foram bloqueados ainda antes de serem publicados. O terrorista fez um transmissão ao vivo do ataque.

"Por respeito às pessoas afetadas por esta tragédia e as preocupações das autoridades locais, também estamos removendo todas as versões editadas do vídeo que não mostram conteúdo explícito", diz comunicado postado no Twitter e assinado por Mia Garlick, representante da rede social na Nova Zelândia.

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, disse que as redes sociais devem responder sobre seu papel na retirada de conteúdos depois que o massacre de Christchurch foi transmitido ao vivo pelo Facebook.

"Fizemos o que pudemos para retirar imagens que circularam após o ataque terrorista. Mas, ao final, depende destas plataformas facilitar a retirada. Acredito que há várias questões que merecem uma resposta", disse Ardern em entrevista coletiva.

Ardern disse também que entrou em contato com a chefe de operações do Facebook. Perguntada sobre se a rede social deveria parar o serviço de streaming, Ardern disse que esta é uma questão que quer discutir com o Facebook. "É uma questão que afeta muito além da Nova Zelândia, mas isto não significa que não possamos ter um papel ativo na busca de soluções", afirmou.


Sobe para 50 o número de mortos no ataque a duas mesquitas na Nova Zelândia


Sobe para 50 o número de mortos no ataque a duas mesquitas na Nova Zelândia


 Neste sábado (16) - domingo na Nova Zelândia - subiu para 50 o número de mortos dos ataques em Christchurch. O comissário de polícia da Nova Zelândia Mike Bush afirmou que uma nova vítima foi encontrada no processo de remoção de corpos das duas mesquitas, que só terminou na noite de sábado. Outras 48 pessoas foram feridas, sendo que 20 delas se encontravam em estado grave.

Além disso, Bush explicou que, dos três detidos na sexta em relação ao atentado, dois foram liberados por não terem relação com o caso. "No momento, só uma pessoa foi acusada em relação a esses ataques", afirmou o comissário da polícia neozelandesa.

Entre as vítimas estão homens, mulheres e crianças. Os nomes ainda não foram divulgados oficialmente por autoridades neozelandesas, mas famílias confirmam alguns deles à imprensa desde a sexta. Veja quem são algumas das vítimas do atirador

    Ataques a duas mesquitas de Masjid Al Noor e de Linwood na Nova Zelândia deixaram 50 mortos;
    Outras 48 pessoas ficaram feridas, sendo 20 em estado grave;
    4 pessoas foram detidas na sexta: uma delas foi liberada no mesmo dia, e outras duas foram liberadas na noite de sábado por não terem ligação com o caso;
    A polícia informou que o assassino é um australiano de 28 anos chamado Brenton Tarrant, que foi acusado formalmente por homicídio;
    As autoridades ainda não divulgaram a identidade das vítimas, mas os familiares de algumas delas já vieram a público;
    Numa das mesquitas, o homem armado com um rifle automático disparou contra a multidão;
    Usando uma câmera no capacete, o assassino filmou e transmitiu ao vivo o massacre;
    O Facebook eliminou as contas do criminoso e diz ter removido 1,5 milhão de vídeos relacionados ao ataque;
    Na rede, o homem se identificou como defensor da extrema-direita e contrário à imigração.

FONTE: G1

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