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20/05/2019 ás 17h55

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Licinio de Almeida / BA

MG: Polícia invade jogo de futebol e prende acusado de traficar cocaína
O homem é acusado de ser o maior traficante de pasta base de cocaína de Minas Gerais.
MG: Polícia invade jogo de futebol e prende acusado de traficar cocaína
TV Globo/Reprodução

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) interrompeu uma partida de futebol para prender um homem apontado como chefe da organização criminosa, que aparentemente financiava o time Penharol de Ouro Preto, na Região Central de Minas.

A operação foi no domingo (12), Dia das Mães, quando o time jogava contra o Oito de Dezembro, no Estádio Caldeirão da Barra, pela Super Copa dos Inconfidentes. O jogo corria solto no gramado quando homens da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) da Polícia Civil entraram em campo para prender Sonny Clay Dutra.

O homem é acusado de ser o maior traficante de pasta base de cocaína de Minas Gerais. A PCMG estava em seu encalço há meses, depois de fazer a ligação da atuação de Sonny Clay com um esquema de tráfico de drogas que envolvia transações financeiras milionárias. O grupo criminoso também movimentava centenas de quilos de cocaína no Estado. No início do mês, quatro integrantes foram presos na operação “Vento Leste” (leia mais detalhes abaixo).

De acordo com o delegado Marcus Vinícius Lobo Leite Vieira, titular da
1ª Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (1ª Draco), dados indicam que Sonny Clay seja o maior traficante de pasta base de cocaína de Minas Gerais. Esta seria sua quarta prisão. No ano passado, ele conseguiu um habeas corpus para sair de trás das grades.

Em 2013, Sonny Clay foi apontado como líder da quadrilha, que foi presa em Minas e no Mato Grosso do Sul. À época, sete homens foram detidos com 47 quilos de pasta base de cocaína, que renderiam cerca de 190 quilos de pó. Parte dos criminosos fazia o transporte da droga de Mato Grosso do Sul para Minas e o outro bando, cuja base ficava em Belo Horizonte, tratava a pasta base e fazia a distribuição. Clay permaneceu foragido.



Sonny Clay Dutra
(Redes sociais/Reprodução)


A história foi revelada nesse domingo (19) pelo programa Fantástico. Segundo o inspetor do Departamento Estadual de Operações Especiais da PCMG, Marcos Matos, “a ação policial ocorreu dentro de campo para ter certeza de que Sonny não fugiria”.

A reportagem revelou que Sonny patrocinava o time Penharol e, além de a camisa do time levar seu nome, ele distribuía chuteiras para os jogadores.



TV Globo/Reprodução


“Ele adquiria chuteiras personalizadas, do mesmo modelo usado pelos grandes craques de futebol e também distribuía os equipamentos para o time”, contou o delegado.

Há informação de que o acusado distribuía também pacotes com notas de R$ 50 no vestiário do estádio para os colegas. Segundo a PCMG, ele é um ‘craque do time’, sem posição fixa: ora atuava como ponta direita, ora como zagueiro.

As investigações conseguiram demonstrar a ligação do chefe do grupo apontado como responsável pela distribuição de drogas nos municípios de Mariana, Ouro Preto, além de diversos aglomerados em Belo Horizonte. Outros integrantes, entre eles a esposa do chefe, foram identificados e presos.
Mais de R$ 1 milhão em espécie

No início deste mês, a PCMG apreendeu mais de R$ 1 milhão em dinheiro em Belo Horizonte e quatro homens apontados como líderes da facção. O trabalho foi fruto da desarticulação de uma quadrilha que atuava com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro por policiais da 1ª Draco. A Polícia acredita que a quadrilha está diretamente ligada a Sonny Clay Dutra, que já foi preso.



PCMG/Divulgação


No dia 3, a PCMG apresentou detalhes da prisão dos quatro homens: Alexandre da Silva Teixeira, de 31 anos; Felipe Samuel dos Santos Silva, de 31; Jonas Lopes Xavier, de 36; e Diego Junio Giudice Amorim, de 32. Eles foram presos em flagrante, próximos a uma loja de som, localizada no bairro Santa Inês, região Leste da capital.

Os policiais confirmaram que o dinheiro – mais de R$ 1 milhão – estava dividido em pacotes. Os suspeitos separaram as notas em maços e fizeram anotações dos respetivos valores. A quantia recolhida compraria três toneladas de maconha ou 300 quilos de pasta base de cocaína. Além do montante, foram apreendidos quatro carros, dois deles de luxo (um Honda Civic e um Mercedes C180), e outros dois populares (um Voyage e um Focus).

Segundo o delegado Marcus Vinicius Lobo Leite Vieira, os veículos eram utilizados para lavar o dinheiro adquirido por meio do tráfico de drogas. “Os suspeitos ocultavam o dinheiro e, posteriormente, simulavam que o lucro era proveniente de trabalhos lícitos, como, por exemplo, a compra e a venda de automóveis”, explicou.

A polícia ainda investiga a aquisição de imóveis como outra fonte de lavagem de dinheiro.

O grupo criminoso foi preso no momento em que tirava o dinheiro de um carro e colocava em outro. “Nós chegamos a tentar contar o dinheiro usando uma máquina própria, mas, as notas estavam úmidas e isso nos obrigou a fazer a contabilização manual”, detalhou o delegado.

Ainda de acordo com os policiais, durante as declarações prestadas em cartório, na delegacia, alguns disseram que só falariam em juízo e outros negaram envolvimento em qualquer tipo de crime, apesar de terem sido presos em outras ocasiões. Todos os quatro suspeitos foram encaminhados ao Sistema Prisional.

FONTE: bhaz

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