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11/07/2019 ás 06h20

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Licinio de Almeida / BA

Morador de rua é queimado vivo enquanto dormia: ‘Demasiadamente distantes de um patamar mínimo de dignidade’
Nenhum suspeito foi preso até o momento.
Morador de rua é queimado vivo enquanto dormia: ‘Demasiadamente distantes de um patamar mínimo de dignidade’
Vítima está na Santa Casa de Montes Claros (Google Street View/Reprodução)

Um morador em situação de rua de 44 anos foi queimado vivo enquanto dormia no Centro de Montes Claros, no Norte de Minas Gerais, na madrugada de terça-feira (9). Ele sofreu queimaduras no rosto e na perna esquerda e, por conta disso, realizará uma cirurgia. A Pastoral do Povo de Rua cobra das autoridades a investigação do caso (veja abaixo).

A vítima foi regatada por integrantes do projeto “Consultório de Rua”, que realizam trabalho de assistência com os moradores das vias públicas, e levada à Santa Casa de Montes Claros. O homem disse à Polícia Militar que havia ingerido bebida alcoólica e que, na sequência, deitou na calçada da rua Grão Mogol e dormiu. Ao acordar, já estava com o corpo em chamas.
Perguntado sobre quem poderia ter cometido o crime, a vítima não soube precisar.

Procurada pelo BHAZ, a Santa Casa de Montes Claros informou que o homem está estável. Devido às queimaduras de 2º e 3º graus sofridas, a vítima precisará passar por uma cirurgia prevista para acontecer nesta quarta-feira (10).

Nenhum suspeito foi preso até o momento.
‘Indignar-se é imprescindível’

A Pastoral do Povo de Rua, da Arquidiocese de Montes Claros, emitiu uma nota repudiando o ato sofrido pelo morador destacando que é necessário a indignação de todos.

“Ao recebermos esse tipo de notícia, concluímos que estamos demasiadamente distantes da concretização de um patamar mínimo de dignidade, e, dessa forma, necessário que chamemos a atenção da sociedade para uma reflexão dos reais valores que devem nortear um Estado Democrático de Direito. Sair de uma posição letárgica e indignar-se é imprescindível”, diz trecho da publicação.

A criação e a implementação de políticas públicas é esperado pela pastoral que cobra ainda “uma rápida e eficaz apuração desse grave acontecimento”.



Nota emitida pela Pastoral do Povo de Rua (Arquidiocese de Montes Claros/Divulgação)

FONTE: bhaz

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