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18/02/2020 ás 12h24

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Paulo Flores

Licinio de Almeida / BA

Alessandra Negrini vai de índia em bloco e causa polêmica
"A luta indígena é de todos nós e por isso eu tive a ousadia de me vestir assim", justificou a atriz, que acusada de apropriação cultural
Alessandra Negrini vai de índia em bloco e causa polêmica
Alessandra Negrini usou cocar e pintura espalhada por parte de seu corpo em bloco Foto: AGNews, Thiago Duran / PurePeople

Alessandra Negrini gerou polêmica ao surgir vestida de índia no bloco Acadêmicos do Baixo Augusta, em São Paulo, neste domingo (16). A atriz, que sempre tem posicionamentos feministas e empoderados, explicou a fantasia cheia de referências, na tentativa de afastar as críticas de apropriação cultural ao usar um cocar e pintura espalhada por parte de seu corpo, conforme foi acusada.
"Hoje a rainha está recebendo convidados", comentou, fazendo referência a líder indígena brasileira Sônia Guajajara e outras mulheres presentes no evento. "Hoje para mim a questão indígena é a central desse país. Ela envolve não somente a preservação da cultura deles como a preservação das nossas matas. A luta indígena é de todos nós e por isso eu tive a ousadia de me vestir assim", disse ao jornal Folha de São Paulo.


Alessandra Negrini desfila pelo bloco Acadêmicos do Baixo Augusta, pelas ruas de São Paulo, neste domingo, 16 de fevereiro de 2020


 À frente do bloco desde 2013, Alessandra Negrini, que surpreendeu de noiva em 2016, não esconde a paixão pelo carnaval e pelo Acadêmicos do Baixo Augusta. "É um bloco ativista, sempre lutamos para estar na rua, abrir caminhos. Lutamos pelo carnaval de rua, pelo direito de ocupação da cidade. Levantamos a bandeira da diversidade, da liberdade e da inclusão. Antes do Baixo Augusta não havia o desfile na rua da Consolação, por exemplo, fomos pioneiros em muita coisa. A nossa história se confunde com a do crescimento do carnaval de rua de São Paulo, que era pequeno e agora é um dos maiores do Brasil. Nos orgulhamos muito disso", declarou ela, espécie de símbolo para o público LGBT.

"É muito lindo ser querida pelo público, sinto isso quando estou lá em cima do carro. Sinto o amor das pessoas, por isso continuo. E dá trabalho, viu? Não pense que é fácil!", completou ao "Extra".

FONTE: terra

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